Sobre

O projeto Espalha Semente – Etnomapeamento Tupiambá é uma cartografia afetiva do território indígena Tupinambá com linguagem audiovisual, fotografia e georeferenciamento. Acompanhe os nossos caminhos por aqui!

 

 

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TUPINAMBA

Os Tupinambás de Olivença vivem em seu território tradicional, que se tem notícia pelas fontes coloniais de que existe desde o ano 1680, fundado por missionários jesuítas. O aldeamento Nossa Senhora da Escada mantém-se na região de Mata Atlântica do sul da Bahia, nas proximidades da cidade de Ilhéus, Una e Buararema e se estende da costa marítima da vila de Olivença até a Serra das Trempes e a Serra do Padeiro.

Envolvidos num contexto de integração regional, marcado pelo contato com outros povos, os Tupinambá de Olivença consideram-se “caboclos” ou mesmo “índios civilizados”, mas isso nunca significou um abandono de sua condição indígena, como aponta o Instituto Socio Ambiental*.

Em 2001, os Tupinambá de Olivença foram reconhecidos oficialmente como indígenas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). A primeira fase de demarcação do seu território foi em 2009 com a publicação do resumo do relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença.

A demarcação da terra é protagonizada pelos índios, que retomam o território que originalmente lhes pertence. A omissão do Estado brasileiro e a permanência do Exército na área, confirmam o processo de demarcação e a tensão em torno dele. A certeza de que o território será demarcado é de todos e todas que permanecem na luta cotidiana cuidando das suas práticas tradicionais e rituais.

Hoje, os Tupinambá estão num processo de retomada e auto-demarcação de suas terras e o Espalha a Semente – Etnomapeamento Tupinambá é um projeto que colabora com o povo indígena e sua autonomia!

 

*Viegas, Susana de Matos. 2010. “Tupinambá”. Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, PP. 2197-2214. http://pib.socioambiental.org/pt/povo/tupinamba