Comunidade Xakriabá faz os primeiros testes com rádio

 

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Direito a comunicação: Xakriabás tomam conta do AR

A Aldeia Sumaré I fica no território Xakriabá, no município de São João das Missões, sertão do norte de Minas Gerais. Com mais 11.000 indígenas, a etnia Xakriabá se divide em 33 aldeias demarcadas e mais duas em processo de demarcação. A luta pela terra e reconhecimento enquanto território indígena começou nos anos 70, após o cacique Rosalino Gomes dar o primeiro passo, e por isso ser assassinado, fato que uniu o povo na mesma missão.

Através da Associação Indígena Xakriabá Aldeia Barreiro Preto e em parceiria com a Universidade Federal de Minas Gerais, a comunidade Sumaré I conquistou um Ponto de Cultura, financeado pelo Ministério da Cultura e Programa Cultura Viva, o Ponto LOAS XAKRIABA. Prevendo movimentar as Mini Casas de Cultura, projeto do Governo de Minas e acordos internacionais, promover e articular atividades de comunicação e cultura, incluindo a aquisição de uma rádio. Com aprovação do edital da FUNART o MicroProjetos do São Franciso, montaram um mini studio de áudio, que potencializou os planos da rádio.

Hoje, 2015, receberam o transmissor e iniciam as transmissões da Rádio Xakriabá e do Estúdio Maracá. Os indígenas esperam que a rádio junte os parentes em torno da comunicação livre e democrática, sirva para anunciar reuniões e eventos importantes, forme seus jovens para o uso das tecnologias de comunicação, abra espaço para revelar artistas locais, seja um espaço livre para todos e todas, e sempre esteja pronta para valorizar a aldeia e seu povo.

Para o início das transmissões organizaram oficinas de rádio para os jovens. Com participação de jovens de várias aldeias, o início das atividades foi com uma longa conversa sobre o direito à comunicação  e as diversas formas alternativas de comunicação popular, trazendo um debate acalourado e importante para o fortalecimento da rádio e sua consequente continuidade.

Muito comunicativos e alegres, os Xakriabás se apropriaram rapidamente dos microfones e mesa de som da rádio, e assim que o transmissor foi ligado começou a transmissão de saberes e curiosidades sobre o povo. Torés foram entoados e difundidos para toda aldeia, que logo retornou o chamado e foram ver a rádio de perto.

Com a intenção de aproximar os jovens do Ponto de Cultura, manipular/cuidar dos equipamentos, e gerar conteúdo informativo para a rádio, as oficinas seguem até o dia 22 de janeiro, com exibição de filmes todas as noites, em sessões extraordinárias da mostra Cine Kurumin.

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“Tupinambá – O Retorno da Terra” – Apoie no Catarse

Tupinambá – O Retorno da Terra

Apoie no Catarse o projeto de curta documentário sobre a luta do povo indígena Tupinambá

http://catarse.me/pt/tupinamba#

Dona Maria – Documentário “O RETORNO DA TERRA” – Campanha Catarse from O retorno da terra on Vimeo.

O projeto propõe a realização de um documentário de curta-metragem sobre a luta do povo indígena Tupinambá, que habita o sul da Bahia (Brasil), para a recuperação do território que tradicionalmente ocupa. Os indígenas aguardam há dez anos a conclusão do processo de demarcação de sua terra e vêm tendo seus direitos sistematicamente violados, tanto pelo Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à regularização de seu território.

Só o cacique Babau (Rosivaldo Ferreira da Silva), da aldeia Serra do Padeiro, já foi encarcerado três vezes, no marco de um agudo processo de criminalização de lideranças; desde 2010, ele é assistido por um programa de proteção de defensores de direitos humanos, em razão de ameaças de morte.

Reunindo depoimentos de indígenas e sequências gravadas em maio de 2014 na aldeia Serra do Padeiro, no interior da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, assim como imagens de arquivo, o documentário focalizará a disputa fundiária em curso, recuperando elementos da história de expropriação e resistência dos Tupinambá, que se entrelaça ao avanço da fronteira agrícola, a partir do final do século 19, e à ascensão dos coronéis de cacau.

Com o filme, pretendemos dar visibilidade ao conflito e contribuir para pressionar o Estado brasileiro para que conclua, com urgência, o processo de demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, garantindo os direitos de índios e não índios. Vamos inscrevê-lo em festivais e enviá-lo para canais de televisão, além de deixá-lo disponível na internet.

Saiba mais: http://catarse.me/pt/tupinamba#

“Passeio na Aldeia” publicação com temática indígena para jovens e crianças

Passeio na Aldeia” publicação com temática indígena para jovens e crianças será lançada em Salvador

“Passeio na Aldeia”, uma publicação para o público infanto-juvenil, com temática indígena será lançada na quinta-feira, 27 de novembro, a partir das 10 horas da manhã, na ocasião do Encontro Cultural Especial da ANAÍ no Museu de Arqueologia e Etnologia/UFBA.

Os participantes também poderão trocar ideias com representantes indígenas, além de apreciar uma mostra fotográfica e videográfica sobre a temática indígena com os filmes da coleção “Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”, do Video nas Aldeias. E, ainda, receber exemplares gratuitos da publicação “Passeio na Aldeia”!

A publicação é uma iniciativa da Anaí-Associação Nacional de Ação Indigenista, através de seu Ponto de Cultura Pinaíndios – Culturas em Rede, que apresenta “Passeio na Aldeia”, uma história inspirada da cartilha Recontando a História dos Índios no Brasil, publicada em 1992 pela Anaí.

Esta nova edição é voltada também para o público infanto-juvenil e mostra, através da história de duas crianças, uma indígena e a outra não indígena, uma visão do que é ser índio hoje. Esta iniciativa se adequa aos objetivos do Ponto de Cultura Pinaíndios – Culturas em Rede, com os quais buscamos através de atividades promover o diálogo intercultural entre os povos indígenas e a sociedade brasileira, no intuito de diminuir o preconceito e o abismo sociocultural que separem esses povos dos demais segmentos sociais.

Esperamos então colaborar para que nossos leitores, principalmente as crianças, tenham uma visão mais próxima das realidades das aldeias indígenas contemporâneas. Através do “Passeio na Aldeia”, aprendemos que há uma grande diversidade de povos indígenas no Brasil e muitos deles estão na Bahia.

A Anaí – Associação Nacional de Ação Indigenista é uma organização não-governamental com sede em Salvador, Bahia, dedicada à defesa e à promoção dos direitos dos povos indígenas, de sua autodeterminação e valores culturais, e, de modo mais amplo, ao reconhecimento e ao respeito à sociodiversidade e à diversidade cultural do Brasil.

Encontro Cultural Especial da ANAÍ e apresentação da Cartilha “Passeio na Aldeia”

27 de novembro

10 horas

Museu de Arqueologia e Etnologia/UFBA

Terreiro de Jesus, s/n. Prédio da Faculdade de Medicina, Pelourinho, Salvador, Bahia

Contato: pinaindios@anai.org

As crianças são muito bem vindas. Esperamos vocês! Até lá!

FICHA TÉCNICA

ANAÍ

Presidente: Maria Rosário Gonçalves de Carvalho

Vice-Presidente: Cloves Macêdo Neto

Secretário do Conselho Diretor: José Augusto Laranjeiras Sampaio

Diretores: Ricardo Pamfílio Sousa e Avelar Araujo Santos Junior

PONTO DE CULTURA PINAINDIOS-CULTURAS EM REDE

Coordenação: Nathalie Le Bouler Pavelic Santos

Assistente: Larissa Nascimento

Organização cartilha:

Hugo Prudente da Silva Pedreira

José Augusto Laranjeiras Sampaio

Nathalie Le Bouler Pavelic Santos

Ricardo Pamfílio de Sousa

Thaís Brito

Arte, Design Gráfico e Editoração:

Wallace Nogueira

Colaboração:

Avelar Araujo Santos Junior

Cloves Macedo Neto


Edite Diniz

Jaborandy Tupinambá

Maria Rosário Gonçalves de Carvalho

Sarah Siqueira de Miranda

MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA

Direção : Cláudio Luiz Pereira

Fotografias

Acervo Anaí

CARTAZ

 

Vídeo nas Aldeias lança coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças

O Vídeo nas Aldeias acaba de lançar a coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças, um livro-vídeo para estudantes do ensino fundamental de todo país. Patrocinada pela “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais”, da UNESCO, a publicação traz um guia didático e uma seleção de 6 filmes com temáticas voltadas para o público infanto-juvenil – realizados junto aos povos Wajãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê – em dois formatos: – Em versão digital, disponível na íntegra para computadores, tablets e outros dispositivos móveis.

Leia ou faça o download do livro
“Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”. A partir dele, você poderá acessar os filmes da coleção, além de outras produções de cineastas indígenas, bem como diversas fontes de pesquisa* sobre os povos e temas abordados.

A cópia digital interativa do guia lhe dá acesso aos filmes da coleção “Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”, bem como a outros filmes citados no livro e a sites e livros para pesquisa complementar, como a Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil Mirim, do Instituto Socioambiental.

– Em breve, o livro acompanhado por dois DVDs, contendo seis filmes e textos didáticos de apoio, estará também disponível em livrarias.

A coletânea reúne títulos consagrados nacional e internacionalmente como a vídeo carta “Das crianças Ikpeng para o mundo”, dos Ikpeng, e “Depois do ovo, a guerra”, dos Panará, assim como dois filmes inéditos, o “Mbya Mirim”, dos Mbya-Guarani e “No tempo do verão”, dos Ashaninka. “Akukusiã, o dono da caça”, dos Wajãpi, e “A história do monstro Khátpy”, dos Kisêdjê, completam a coleção.

Fonte: http://videonasaldeias.org.br/2009/noticias.php?c=64

Leia também:
Abandonado pelo Ministério da Cultura, cinema indígena agoniza sem recursos

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Mbya Mirim

Mbya Mirim (Dublado) from Vídeo nas Aldeias on Vimeo.

Diretor: ARIEL DUARTE ORTEGA, PATRICIA FERREIRA (KERETXU)

Palermo e Neneco, duas crianças Mbya Guarani do Rio Grande do Sul, revelam em suas brincadeiras o drama do seu povo.

Este filme é integra a versão digital de “Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”, um livro-vídeo para estudantes do ensino fundamental.

Com o apoio da “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais” da UNESCO, o Vídeo nas Aldeias traz uma seleção de 6 filmes e um guia didático feitos em colaboração com os povos Wajãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê, para o público infanto-juvenil.

Acesse gratuitamente o conteúdo no site do Vídeo nas Aldeias: videonasaldeias.org.br

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Saiba a proposta de cada candidato para a política indigenista

Dos onze candidatos à Presidência da República, quatro não apresentaram propostas de governo para comunidades indígenas. Entre os programas em que essas populações são contempladas, a aceleração do processo de demarcação de terras é o ponto comum mais destacado pelos candidatos.

Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

Saiba a proposta de cada candidato para a política indigenista:

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Casé Angatu fala da luta dos Tupinambás e do Seminário Índio Caboclo Marcelino

 

O professor indígena Casé Angatu fala para Índio é Nós do Seminário/Jornada Índio Caboclo Marcelino em Olivença, Terra Indígena em Ilhéus, e denuncia os ataques sofridos pelos Tupinambás e outros povos indígenas no Brasil.
Esta entrevista foi dada para Índio é Nós em 7 de setembro de 2014 no Vão do MASP (São Paulo), após o Ato em Solidariedade ao Povo Tupinambá: http://www.indio-eh-nos.eco.br/evento…
Câmera: Fabio Weintraub.